Bolívar en tacones: patria y diversidad en la poesía de Alejandro Castro
DOI :
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698118Mots-clés :
Bolívar; Avenida Libertador; Alejandro Castro; Poesía venezolana; Diversidad.Résumé
O artigo analisa a poesia de Alejandro Castro em relação à figura de Simón Bolívar como eixo simbólico da nação venezuelana. A partir de poemas selecionados de seu primeiro livro, No es por vicio ni por fornicio. Uranismo y otras parafilias (2011), examina-se a emergência de uma poética que coloca em cena a dissidência sexual e questiona as formas hegemônicas de masculinidade e nação. Em um segundo momento, com especial ênfase em “Canto a Bolívar”, de Lejano oeste (2013), aborda-se uma releitura crítica do imaginário bolivariano que desestabiliza a épica nacional. Por meio de procedimentos como o deslocamento referencial, a reapropriação e o uso de uma linguagem direta, o poeta desloca Bolívar de seu lugar heroico para uma economia simbólica marcada pela precariedade, pela dissidência sexual e pela marginalidade. O artigo sustenta que essa operação permite inscrever corpos dissidentes, particularmente corpos trans, no relato patriótico, tensionando seus fundamentos heteronormativos. Analisa-se também a cidade, especialmente a Avenida Libertador em Caracas, como espaço onde essa reconfiguração simbólica se materializa em um contexto de crise política e social. Por fim, argumenta-se que a poesia de Castro intervém no arquivo nacional ao propor novos modos de significação em um contexto de crise política e social.
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