Contribuições da psicolinguística experimental para a compreensão dos distúrbios da linguagem
DOI :
https://doi.org/10.5281/zenodo.20262599Mots-clés :
Psicolinguística Experimental, Distúrbios da linguagem, Processamento linguísticoRésumé
Este artigo realiza uma discussão sobre as bases biológicas da comunicação verbal humana, descrevendo as características e fatores que causam os distúrbios da linguagem (Schirmer et al., 2004; Hübner, 2015). Ademais, enfatiza a utilização da metodologia experimental fornecida pela Psicolinguística para investigar aspectos internos da compreensão e produção linguística (Leitão, 2008; Sá e Oliveira, 2022), pois embora haja muitos benefícios na interface entre essas duas áreas, ainda há pouca divulgação da Psicolinguística Experimental. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo foi apresentar as contribuições das pesquisas psicolinguísticas para o avanço nas descobertas científicas no que se refere aos diferentes distúrbios da linguagem, em especial à dislexia, a doença de Alzheimer e à gagueira (Mendes et al., 2010; Alves et al., 2021; Correia et al., 2023). A análise dos estudos elencados mostrou que a multiplicidade de técnicas experimentais, usadas de maneira isolada ou mista, como a leitura automonitorada e o Eletroencefalograma (EEG), por exemplo, são recorrentes na área. Logo, a contribuição entre a Psicolinguística Experimental para a compreensão dos distúrbios da linguagem vai além do viés teórico, pois é na prática, por meio de uma metodologia experimental sólida, que os fenômenos linguísticos e os mecanismos cognitivos em indivíduos com diferentes distúrbios são descritos e mapeados, propiciando intervenções adequadas para que os sujeitos possam desenvolver uma comunicação funcional na sociedade.
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