Teorias feministas em torno do pornô: teria a pornografia 'matado' o feminismo?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22696785

Palabras clave:

Correntes feministas, Sexualidade, Economias sexuais, Exploração

Resumen

Este artigo parte do problema de que grande parte da literatura feminista em torno da questão da pornografia, como fenômeno que atravessa tão profunda e particularmente a sexualidade feminina – no plano simbólico ou concreto – fora circunscrita, ao longo do tempo, às perspectivas dicotômicas pró-sexo e antipornografia, tal como se cristalizaram nas sex wars estadunidenses das décadas de 1970 e 1980 e em seus desdobramentos jurídico-teóricos, insuficientes para abarcar a sua complexidade e multidimensionalidade. Justifica-se o empenho empreendido em mapear os posicionamentos teóricos sobre a pornografia que se estabeleceram na história das epistemologias feministas – e as principais tensões teóricas que ainda hoje estruturam o debate – pela sua necessidade intrínseca de se manterem em constante movimento e renovação diante das mudanças sociais, políticas e econômicas que interferem na experiência do ser mulher, em sentido amplo, e sobretudo, na sua vivência da sexualidade. Procede-se a uma revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa e fins exploratórios, sobre um corpus de onze obras de onze autoras – entre elas Andrea Dworkin, Catharine MacKinnon, Carole Pateman, Gayle Rubin, Nadine Strossen, Wendy McElroy, Patricia Hill Collins, bell hooks e Amia Srinivasan –, selecionadas segundo critérios explícitos de inclusão e de classificação. A hipótese central é a de que ao abandonar a dicotomia pró-sexo/antipornografia e articular as divergências feministas, e não as antagonizar, torna-se possível construir uma interpretação mais precisa e consistente do fenômeno. Confirmou-se que as correntes feministas, mais plurais – mesmo que ainda, por muitas vezes, divergentes em relação ao pornô – são capazes de integrar criticamente condições materiais de produção e circulação, gramáticas do desejo e efeitos interseccionais.

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Biografía del autor/a

Kalita Macêdo Paixão, Universidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadora em Direito Antidiscriminatório, Gênero e Feminismos, com ênfase em Economias Sexuais e Digitais.Mentora Acadêmica e Advogada, registrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/BA) sob o número 65608.Doutoranda em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em programa integrado com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).Mestra em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Católica do Salvador (UCSAL), como bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e Pós Graduada em Ciências Criminais pelo Centro de Estudos José Aras (CEJAS)/Universidade Cândido Mendes (UCAM).

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Publicado

2026-09-10

Cómo citar

NEIS RIBEIRO, Luísa; MACÊDO PAIXÃO, Kalita. Teorias feministas em torno do pornô: teria a pornografia ’matado’ o feminismo?. Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 15, n. 2, p. e7372 , 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22696785. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/7372. Acesso em: 16 sep. 2026.

Número

Sección

n. 2 - 2026 - Dossiê: Gêneros, sexualidades e corporalidades diversas na literatura latino-americana

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