El mundo ideal de hombres y monstruas: (re)existencia no asimilable, disidencia e insurgencia en el cuento Las cosas que perdimos en el fuego, de Mariana Enriquez
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22697023Palavras-chave:
Monstruosidad, Cuerpos disidentes, Fabulaciones queer/cuír, Geografías del poder, Mariana EnriquezResumo
Este artículo analiza el cuento «Las cosas que perdimos en el fuego», de Mariana Enriquez (2016), a partir de un abordaje teórico-crítico que articula estudios feministas y reflexiones sobre lo monstruoso, en diálogo con el manifiesto «Yo soy el monstruo que os habla», de Paul B. Preciado (2022) y con los postulados de María Lugones (2003), Silvia Federici (2017), Rita Segato (2016) y Verónica Gago (2020). En la narrativa, mujeres que ingresan voluntariamente en hogueras resignifican el dolor y el estigma como potencia política e identidad insurgente, produciendo una monstruosidad que emerge como categoría disidente, capaz de rechazar lógicas de victimización, exclusión, cura y asimilación. Al constituir una comunidad de cuerpos que tensiona la normatividad de género y del lenguaje, así como los patrones biomédicos, epistemológicos y socioculturales, se sugiere un desplazamiento de la matriz binaria de sexo-género que sustenta el patriarcado. La investigación examina la articulación entre monstruosidad, geografías del poder y fabulaciones disidentes como estrategias estéticas y políticas de resistencia. Discute, por último, en qué medida las «mujeres ardientes» configuran una forma de monstruosidad queer/cuír, a la vez subjetiva y colectiva, movilizada como lenguaje poético y político de (re)existencia y como práctica de reescritura de los cuerpos, capaz de resignificar lo abyecto como locus de agencia y de transformación que desestabiliza regímenes epistemológicos y biopolíticos hegemónicos.
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