Trânsitos de identidade, corporais e subjetivos em El verbo j de Claudia Hernández e El sonido de la H de Magela Baudoin
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698651Palavras-chave:
cuerpos trans, travestismo, literatura latinoamericana siglo XXI, violencias, desplazamientosResumo
O trânsito não ocorre apenas na passagem da adolescência, mas também nas subjetividades de Jasmine e Rafaela, personagens dos romances El verbo j (2018) da escritora salvadorenha Claudia Hernández (1975-) e El sonido de la H (2015) da escritora boliviana Magela Baudoin (1973). Nesses romances existem percursos geográficos de deslocamentos entre países, mudanças de subjetividades, itinerâncias identitárias não fixas, transformações corporais. J, H, Rafa, Jasmine, Rafaela apostam na escolha constante do gênero sem que isso implique estabilizá-lo completamente; pelo contrário, inscrevem-se em um fluir transitório identitário, subjetivo e corporal. Por momentos, não importa o nome, nem a identificação de gênero, mas sim as tensões do devir trans. Nessas ficções, os corpos das protagonistas variam e crescem além de repetir os padrões sexogenéricos impostos pela heterossexualidade. As estruturas narrativas possibilitam que os personagens recriem poses e gestos próprios, produzindo corpos nos quais se inscreve a ilegibilidade de gênero. Os corpos nomeados e vestidos como homens nessas narrativas escapam das costuras do gênero para se tornarem transgêneros. As tecnocosméticas do ser outro supõem riscos que estão dispostas a assumir, apesar das violências aplicadas por outros, dos estigmas e das mortes prematuras. Ambos os romances esboçam gramáticas colaborativas de laços comunitários que ajudam a transitar a corporalidade e a subjetividade e a ancorar outros modos de habitar os espaços. Os corpos tornam-se sonoridade na atuação do gênero e se impulsionam verbo na ação performativa do gesto em sociedades heteromachistas latino-americanas, provocando fissuras no entrelaçamento socionormativo.
Downloads
Referências
BAUDOIN, Magela. El sonido de la H. Zaragoza: Mil madres, 2022.
BUTLER, Judith. Deshacer el género. Buenos Aires: Paidós, 2006.
BUTLER, Judith. Dar cuenta de sí mismo. Violencia ética y responsabilidad. Buenos Aires: Paidós, 2009.
HERNÁNDEZ, Claudia. El verbo j. Santiago de Chile: La Pollera, 2018.
JOSSA, Emanuela. “El verbo afectar: afectos y discreción en El verbo J de Claudia Hernández”. Dossier: escrituras de la enfermedad y discurso decolonial en la literatura hispanoamericana reciente. Altre Modernità 24 (2020): 285-305.
SCHOUPS, Marie. Trans-gresiones fronterizas e identitarias en El verbo J de Claudia Hernández desde una perspectiva narrativo-sensorial. Istmo. Revista virtual de estudios literarios y culturales centroamericanos 42 (2021): 96-114.
TORRES, Alexander Formación geopoética y trascendencia ontológica en 98 segundos sin sombra de Giovanna Rivero y El sonido de la H de Magela Baudoin. Bolivian Studies Journal Vol. 29 (2023): 53-78. https://bsj.pitt.edu/ojs/bsj/issue/view/18
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Letras Raras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.





