Entre contenção e transgressão: uma leitura sobre as experiências femininas no romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão (2016)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22542795

Palavras-chave:

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Melodrama, Experiência Feminina, Invisibilidade

Resumo

Este artigo analisa o romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão (2016), de Martha Batalha, buscando compreender como a experiência feminina é atravessada por dinâmicas de regulação, contenção e invisibilização. A partir de uma leitura orientada pelo gênero melodrama, o trabalho investiga como conflitos vividos no âmbito privado se relacionam a estruturas sociais mais amplas, especialmente no que diz respeito às normas de gênero, à sexualidade e às expectativas em torno do casamento e da maternidade. A análise das trajetórias de Eurídice e Guida evidencia dois modos distintos de experiência feminina. Enquanto Eurídice vivencia um processo gradual de adaptação e silenciamento, marcado pela contenção dos desejos e pela interiorização das normas sociais, Guida representa a transgressão dessas expectativas, sendo, por isso, submetida a processos de exclusão e precarização. Com base em contribuições dos Estudos de Gênero e dos Estudos Culturais, o artigo discute como o corpo feminino se configura como espaço de inscrição de práticas de controle e disciplinamento, evidenciando que a invisibilidade não se limita à ausência de reconhecimento, mas resulta de diferentes formas de regulação social.

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Biografia do Autor

Maria Clara Menezes Andrade, Universidade Federal de Sergipe

Graduanda em Letras Português e Espanhol pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), atualmente no sétimo período. Voluntária de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Voluntária (PIBIVOL/UFS/COPES), sob orientação do professor Dr. Carlos Eduardo Japiassu de Queiroz (2024–2025). Bolsista e participante do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/UFS/CAPES – Letras Espanhol) desde 2024. Possui interesse nas áreas de Teoria Literária, Crítica Literária, Estudos de Gênero e Literatura Comparada, desenvolvendo pesquisas voltadas para as relações entre literatura, corpo e representações femininas.

Carlos Eduardo Japiassú de Queiroz, Universidade Federal de Sergipe

Possui graduação em Comunicação Social - habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal

de Pernambuco (1998); mestrado em Letras - Teoria da Literatura - pela Universidade Federal de

Pernambuco (2002); doutorado em Letras - Teoria da Literatura - pela Universidade Federal de

Pernambuco (2007); Pós-Doutorado- pela Universidade do Algarve - UALG/Portugal (2015).

Professor Associado de Teoria da Literatura, Crítica Literária e Laboratório de Crítica no

Departamento de Letras Vernáculas e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação

Interdisciplinar em Cinema da Universidade Federal de Sergipe.

Referências

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Publicado

10-09-2026

Como Citar

MENEZES ANDRADE, Maria Clara; DE QUEIROZ, Carlos Eduardo Japiassú. Entre contenção e transgressão: uma leitura sobre as experiências femininas no romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão (2016) . Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 15, n. 2, p. e7497 , 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22542795. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/7497. Acesso em: 16 set. 2026.

Edição

Seção

n. 2 - 2026 - Dossiê: Gêneros, sexualidades e corporalidades diversas na literatura latino-americana

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