Territórios da linguagem e corpos dissidentes em “Nossa Senhora do Barraco”
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22544369Palavras-chave:
Literatura latino-americana, Villas, Gênero, Territorialidade, Pensamento decolonialResumo
Nossa Senhora do Barraco (2023), tradução de La Virgen Cabeza (2019), é o romance de estreia de Gabriela Cabezón Cámara, autora argentina que se inscreve em uma tradição de escritores latino-americanos que tematizam as villas. Ambientada nos subúrbios de Buenos Aires, a narrativa gira em torno de uma personagem travesti, chamada popularmente por Cleo, que afirma ter recebido uma aparição da Virgem Maria após uma situação de violência. Partindo disso, este artigo tem como objetivo analisar como a linguagem da obra articula território, gênero e sexualidade para construir uma poética territorializada, por meio da oralidade e da heterogeneidade linguística, e expressar formas de desobediência do sistema moderno/colonial de gênero, fundamentando-se em Anzaldúa (2019; 2022), Mignolo (2020), Segato (2016) e Lugones (2020).
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Referências
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