Dom Casmurro, o romance semiótico da branquitude ou a genocidade do corpo infinito de Capitu
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698688Palavras-chave:
Dom Casmurro; Branquitude; Racialização; Corpus infinitum.Resumo
Com base na premissa de ser Dom Casmurro o romance semiótico da branquitude, cujo enlace histórico fundante é a promulgação da Lei de Ventre Livre e seu em torno, objetivo neste artigo pensá-lo a partir de 3 movimentos contíguos. O primeiro consiste na exposição dos termos desta semiose, a semiose da branquitude, analisando a discursividade do narrador; em seguida, ato contínuo desta mesma semiose, demonstro como o cerne deste “pacto da branquitude” (Cida Bento) é o processo de racionalização e captura do corpo ininquadrável de Capitu; por fim, concluo com a demonstração das potências imateriais deste corpus infinitum, para usar o termo de Denise Ferreira da Silva, não pertinente à toda semiose estigmatizante e por isso mesmo designável como corpo matável, sob os olhares da crise da ideologia da elite senhorial brasileira, para qual não convém nenhum luto.
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