Dom Casmurro, o romance semiótico da branquitude ou a genocidade do corpo infinito de Capitu
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698688Palavras-chave:
Dom Casmurro; Branquitude; Racialização; Corpus infinitum.Resumo
Com base na premissa de ser Dom Casmurro o romance semiótico da branquitude, cujo enlace histórico fundante é a promulgação da Lei do Ventre Livre e seu entorno, objetivo neste artigo pensá-lo a partir de 2 movimentos contíguos. O primeiro consiste na exposição dos termos desta semiose, a da branquitude, analisando a discursividade do narrador como exposição do “pacto da branquitude” (Bento, 2022), processo de racionalização e captura do corpo não enquadrável de Capitu. Em seguida, demonstro a potência imaterial deste corpus infinitum (Silva, 2019), não pertinente a toda semiose estigmatizante e por isso mesmo designável como corpo matável, sob os olhares da crise da ideologia da elite senhorial brasileira.
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