Dom Casmurro, o romance semiótico da branquitude ou a genocidade do corpo infinito de Capitu

Autores

  • Luciano Barbosa Justino UEPB

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22698688

Palavras-chave:

Dom Casmurro; Branquitude; Racialização; Corpus infinitum.

Resumo

Com base na premissa de ser Dom Casmurro o romance semiótico da branquitude, cujo enlace histórico fundante é a promulgação da Lei do Ventre Livre e seu entorno, objetivo neste artigo pensá-lo a partir de 2 movimentos contíguos. O primeiro consiste na exposição dos termos desta semiose, a da branquitude, analisando a discursividade do narrador como exposição do “pacto da branquitude” (Bento, 2022), processo de racionalização e captura do corpo não enquadrável de Capitu. Em seguida, demonstro a potência imaterial deste corpus infinitum (Silva, 2019), não pertinente a toda semiose estigmatizante e por isso mesmo designável como corpo matável, sob os olhares da crise da ideologia da elite senhorial brasileira.

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Publicado

10-09-2026

Como Citar

BARBOSA JUSTINO, Luciano. Dom Casmurro, o romance semiótico da branquitude ou a genocidade do corpo infinito de Capitu. Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 15, n. 2, p. e7499 , 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22698688. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/7499. Acesso em: 8 out. 2026.

Edição

Seção

n. 2 - 2026 - Dossiê: Gêneros, sexualidades e corporalidades diversas na literatura latino-americana

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