A tradução brasileira de Wide Sargasso Sea, de Jean Rhys

Autores

  • Naylane Araújo Matos Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Palavras-chave: Wide Sargassso Sea, Tradução, Mediação cultural, Feminismo, Pós-colonialismo

Resumo

DOI: https://dx.doi.org/10.35572/rlr.v7i2.1140

Este artigo tem o objetivo de analisar a tradução brasileira do romance Wide Sargasso Sea (1966), da escritora Jean Rhys, com ênfase na mediação cultural realizada pela tradutora Léa Viveiros de Castro, a partir de questões de gênero e étnico-raciais. Para tanto, a análise embasa-se nas perspectivas de tradução feminista e pós-colonial para cotejo do corpus – composto pelo romance Wide Sargasso Sea e a tradução brasileira Vasto Mar de Sargaços (Rocco, 2012). Os resultados apontam para necessidade urgente de traduções engajadas em transmitir o viés político das obras traduzidas, uma vez que o cotejo apresentado neste trabalho evidencia escolhas de tradução que podem vir a interferir no sentido proposto pelo texto fonte e, em certos casos, operar até mesmo de modo contrário ao que este pretende, atenuando seu potencial feminista pós-colonial.

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Biografia do Autor

Naylane Araújo Matos, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, da Universidade Federal de Santa
Catarina – UFSC.

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Publicado em

14 de outubro de 2023

Como Citar

MATOS, N. A. . A tradução brasileira de Wide Sargasso Sea, de Jean Rhys. Revista Letras Raras, Campina Grande, v. 7, n. 2, p. 87–109, 2023. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/1535. Acesso em: 13 abr. 2024.

Seção

A tradução e suas linguagens