CONTRIBUIÇÕES DA ABORDAGEM DOGME ELT PARA PRÁTICAS DE ORALIDADE NA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA
POSSIBILIDADES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19017528Palabras clave:
Dogme, Oralidade, BNCCResumen
Apesar da difusão de abordagens comunicativas, observa-se que o ensino regular ainda tende a privilegiar conteúdos gramaticais e práticas pouco dinâmicas (Paiva, 2014; Oliveira, 2022). A abordagem Dogme ELT, proposta por Scott Thornbury no início dos anos 2000, surge, assim, como alternativa a modelos tradicionais. Ao valorizar o uso comunicativo e autêntico da língua e priorizar os interesses e necessidades dos aprendentes em detrimento da dependência de materiais didáticos (Meddings; Thornbury, 2009), abre-se espaço para práticas dinâmicas e centradas no aluno. Fundamentada nesses princípios e em estudos sobre oralidade, esta pesquisa de caráter qualitativo adota o estudo de caso (Dörnyei, 2007; Yin, 2015) e a análise de conteúdo (Bardin, 2016) para examinar atividades desenvolvidas em um curso livre de conversação em inglês baseado em Dogme ELT. Busca-se discutir como tais práticas contribuem para o desenvolvimento da oralidade e, sobretudo, de que forma dialogam com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Fundamental II, oferecendo potenciais contribuições teórico-metodológicas para o ensino de línguas.
Descargas
Citas
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BENSON, P. Teaching and Researching: Autonomy in Language Learning. 2. ed. New York: Routledge, 2013.
BROWN, H. D. Principles of Language Learning and Teaching. 6th. ed. Upper Saddle River: Pearson, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 23 out. 2024.
CARVALHO, R. S.; FERRAREZI Jr., C. Oralidade na Educação Básica: o que saber, como ensinar. São Paulo: Parábola, 2018.
CYPRIANO, A. P. T. M. S. Documentos oficiais e oralidade em língua adicional no ensino básico. In: PINHO, J. R. D. (Org.). A Oralidade no Ensino de Línguas Estrangeiras. São Paulo: Parábola, 2022. p. 13- 26.
FIELD, J. Listening in the Language Classroom. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
HEDGE, T. Teaching and Learning in the Language Classroom. Oxford: Oxford University Press, 2000.
LEAL, T. F.; BRANDÃO, A. C. P.; LIMA, J. M. A oralidade como objeto de ensino na escola: o que sugerem os livros didáticos?. In: LEAL, T. F.; GOIS, S. (Orgs.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 13-35.
MAGNO E SILVA, W.; BORGES, E. F. V. (Orgs.) Complexidade em ambientes de ensino e aprendizagem de línguas. Curitiba: CRV, 2016.
MEDDINGS, L.; THORNBURY, S. Teaching Unplugged: Dogme in English Language Teaching. Surrey: Delta, 2009.
NEGREIROS, G.; VILAS BOAS, G. A oralidade na escola: um (longo) percurso a ser trilhado. Letras, Santa Maria, v. 27 n. 54, p.115-126, jan./jun./2017. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/letras/article/view/29573/pdf. Acesso em 23 out. 2024.
OLIVEIRA, U. M. “Lá vem a aula que eu não aprendo nada”: insucesso na aprendizagem de língua inglesa como segunda língua. Revista EntreLinguas, Araraquara, v. 6, n. 2, p. 298–306, 2020. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/entrelinguas/article/view/13219/9747. Acesso em 23 out. 2024.
PAIVA, V. L. M. As habilidades orais nas narrativas de aprendizagem. Trabalhos em Linguística Aplicada, v. 46, n. 2., p. 165-179, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tla/a/VKgdvVyvQ3q58fS5HCspbrM/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 23 out. 2024.
RICHARDS, J. C; RODGERS, T. S. Approaches and Methods in Language Teaching. 3. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.
STORTO, L. J.; BRAIT, B. Oralidade na Educação Básica: trabalhando com o gênero receita culinária. In: RODRIGUES, I. C. F. S.; OHUSCHI, M. C. G. (Orgs.). As interfaces possíveis no processo de Ensino e aprendizagem de línguas e culturas. Campinas: Pontes, 2021. p. 45-74.
THORNBURY, S. A Dogma for EFL. IATEFL Issues, n. 153, p. 02, 2000. Disponível em: https://nebula.wsimg.com/5663ba0b760132a894433eb2c1faec95?AccessKeyId=186A535D1BA4FC995A73&disposition=0&alloworigin=1. Acesso em 23 out. 2024.
THORNBURY, S. Dogme: Dancing in the Dark?. Folio, v. 9, n. 2. p. 3-5, 2005. Disponível em: https://nebula.wsimg.com/22eaea86234146ac3105f57698b06b75?AccessKeyId=186A535D1BA4FC995A73&disposition=0&alloworigin=1. Acesso em 23 out. 2024.
THORNBURY, S. Scott Thornbury’s 30 Language Teaching Methods. Cambridge: Cambridge University Press, 2017.
TORRES, M. C.; TERRES, M. L. A Língua Inglesa na BNCC: Uma análise das concepções de língua. Fórum Linguístico, v. 18, n. 3, p. 6466–6478, 29 nov. 2021. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/article/view/71873/47672. Acesso em: 07 jan. 2025.
WENGER-TRAYNER, E.; WENGER-TRAYNER, B. Communities of Practice: A brief introduction. 2015. Disponível em: https://www.wenger-trayner.com/wp-content/uploads/2022/06/15-06-Brief-introduction-to-communities-of-practice.pdf. Acesso em: 26 jan. 2024.
XAVIER, R. P. As habilidades para o componente língua inglesa na BNCC: alguma inovação?. In: SILVA, K. A.; XAVIER, R. P. (Org.). Múltiplos Olhares para a Base Nacional Comum Curricular: língua portuguesa e língua inglesa. Campinas: Pontes, 2021. p. 183-204.
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Leia Escola

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.