A poética de Angélica Freitas: vozes-mulheres, corpo-território
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698068Palabras clave:
Literatura brasileira contemporânea, Poesia, Mulher, Teoria feminista e transfeministaResumen
O presente artigo promove uma discussão a respeito do livro “Um útero é do tamanho de um punho” (2017), da poeta brasileira Angélica Freitas, a partir de uma perspectiva decolonial, feminista e transfeminista. Mediante leitura e análise, é possível identificar uma composição de vozes que geram certa polifonia nos poemas, cuja discussão principal gira em torno do ideal de feminilidade, oriundo de discursos sociais sobre os corpos femininos. Através do sarcasmo e da ironia, Freitas constrói um livro de poemas composto de assuntos que perpassam o imaginário social acerca das mulheres, além de utilizar-se de recursos estilísticos para intensificar a forma como os discursos sociais misóginos e machistas estão presentes na contemporaneidade. Da perspectiva de corpo enquanto território e/ou habitação, numa lógica de agenciamento casa-corpo/corpo-casa ao riso como forma de insubordinação, o trabalho problematiza discursos que moldam a performance social que tende a reduzir o feminino em sua ampla complexidade e pluralidade.
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