ENSINO DE LITERATURA E A RESSIGNIFICAÇÃO DA SALA DE AULA PELA LEITURA SUBJETIVA
Palavras-chave:
Leitura literária, Leitura subjetiva, Ensino de literatura, Educação e literatura, Sala de aulaResumo
Este artigo examina a leitura subjetiva como possibilidade pedagógica do trabalho com o texto literário para recuperar e ressignificar a experiência da sala de aula e da própria leitura literária. Argumenta-se que a subjetividade, a afetividade e a recriação do texto literário pela leitura subjetiva são dimensões desejáveis na construção de significados e devem ser integradas à prática pedagógica. Para tanto, busca-se o apoio de autores referência no conceito de leitura subjetiva e sua relação com o espaço escolar, como Gérard Langlade, Annie Rouxel e Vincent Jouve. Recorre-se, ainda, à análise dos poemas “Aula de português”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Aluna”, de Cecília Meireles, para se refletir sobre a experiência da sala de aula a partir da leitura literária. Discute-se como a tematização da experiência escolar e da relação com a linguagem abre caminhos para reflexões sobre os desafios e as possibilidades do ensino de literatura. Como resultado, conclui-se que a leitura subjetiva, ao valorizar as experiências e o repertório dos alunos, pode promover alternativas menos tradicionais no ensino de literatura e um diálogo mais significativo com os textos.
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