PARADIGMAS EDUCACIONAIS E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19352100Palavras-chave:
Paradigmas de ensino, Ensino de Língua PortuguesaResumo
De forma ampla, a palavra paradigma tem sido utilizada para se referir tanto à nossa forma de ver e atuar no mundo quanto a um conjunto de regras ou regulamentos (Vasconcellos, 2003). Na esfera acadêmica, esse termo, que vem do grego parádeigma = “modelo”, “padrão”, ganhou visibilidade a partir do uso frequente no livro “A estrutura das Revoluções Científicas” (Kuhn, 2003 [1969]). De acordo o autor, referindo-se à ciência normal, paradigma possui dois sentidos: um, de base mais sociológica, referindo-se às crenças, valores e técnicas partilhadas pelos membros de uma determinada comunidade; outro, de natureza mais prática, relacionado aos modelos e exemplos que são utilizados na resolução de situações-problema. Evidentemente, os paradigmas científicos influenciam a educação, mas é possível tratarmos de maneira específica dos paradigmas educacionais, os quais podem ser compreendidos como crenças, valores e metodologias de ensino que estão subjacentes à prática dos professores, mesmo que eles não tenham consciência. Dessa forma, na literatura especializada, é comum serem apresentados dois paradigmas educacionais: o conservador (tradicional) e o inovador (emergente, reflexivo ou paradigma da complexidade). Tais paradigmas, dada a sua abrangência, podem ser identificados dos anos iniciais do Ensino Fundamental (EF) ao Ensino Superior, independentemente do componente curricular. Nesse sentido, o dossiê Paradigmas educacionais e ensino de Língua Portuguesa contempla trabalhos que investigaram os paradigmas educacionais subjacentes à prática de professores de Língua Portuguesa em diversos contextos educacionais. Assim, além desta apresentação, o dossiê é composto por quinze artigos, duas resenhas e uma entrevista.
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Referências
BAZARIM, Milene. Educar para os sempre novos tempos ou como amar os pássaros e trabalhar em uma fábrica de gaiolas? Revista Mais educação, v. 3, n. 3, p. 1009-1020, maio 2020. Disponível em: https://www.revistamaiseducacao.com/artigosv3-n3-maio-2020/91. Acesso em: 17 jan. 2025.
KUHN, Thomas S. Posfácio. In: KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 8.ed. São Paulo: Perspectiva, 2003 [1969]. p. 219-239.
VASCONCELLOS, Maria José Esteves. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas-SP: Papirus, 2003.
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