DAS OCEM ÀS VERSÕES DA BNCC
SISTEMATIZANDO CONCEPÇÕES DE PRODUÇÃO TEXTUAL
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18948346Palabras clave:
Produção textual, Currículos, Transposição didática, Ensino médioResumen
Este artigo tem como objetivo analisar comparativamente as concepções de produção textual nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio – OCEM (Brasil, 2006) e em duas versões da Base Nacional Comum Curricular – BNCC (Brasil, 2016, 2018), tendo em vista os (des)alinhamentos entre os documentos de ensino médio. Para isso, insere-se no campo transdisciplinar e crítico-colaborativo da Linguística Aplicada (Moita Lopes, 2006), a partir de uma pesquisa qualitativa e do tipo documental. Teoricamente, filia-se a três eixos de estudos: currículo enquanto campo e objeto (Macedo, 2012, 2018; Albino; Araújo, 2019); transposição didática (Chevallard, 1991, 2001; Petitjean, 2008); e produção textual (Costa Val; Vieira, 2005; Koch, 2005; Marcuschi, 2008). Diante dos resultados, vemos que, nas OCEM, a concepção de produção textual abarca o oral e o escrito; já na BNCC versão 2, este objeto de ensino não se configura como um eixo e, quando inferido, indicia uma concepção mais voltada à escrita; por fim, a BNCC versão homologada traz a concepção de produção textual multissemiótica como a mais recorrente e prioritária. Chama atenção, neste último documento, a variabilidade com que apresenta o conceito de produção textual: produz relações sinonímicas que ora achatam/reduzem o conceito, ora o ampliam.
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