CONCEITO DE POEMA
IMAGENS POÉTICAS EM VIAGEM, DE CECÍLIA MEIRELES
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18476010Palabras clave:
Imagem, Viagem, Cecília MeirelesResumen
Como poeta moderno, Cecília Meireles dedicou algum espaço de sua obra à atividade metalinguística, e assim fez principalmente no livro Viagem (1939), com o qual consolidou a maturidade poética e conquistou definitivamente espaço na história da literatura brasileira. Embora a temática tenha sido algumas vezes investigada nesta obra, há muito ainda a ser pesquisado. Neste sentido, o artigo pretende contribuir, imprimindo continuidade aos estudos sobre as formas como se materializa a reflexão metalinguística na poesia de Cecília, em especial na obra Viagem. O objetivo é identificar e analisar quais são as imagens que a Poeta usa para formular seu conceito de poema, aproveitando o que e como ela enuncia sobre sua arte, sobre o seu processo criativo. A análise baseou-se no conceito de metapoema, de Samira Chalhub (2002), e submeteu os poemas da obra a uma análise estilística teoricamente inspirada em Nilce Sant’Anna Martins (2012), de forma a concluir que, para Cecília, o poema é canção, música, asa e flor, formas imagéticas que revelam muito sobre a percepção que a Poeta tem do próprio processo criativo. Além disso, observou-se que a tendência conceitual do Viagem não se ocupa apenas da ordem metalinguística, mas também com questionamentos de caráter existencial
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