A ARQUITETURA SACRA DO CENTRO DE TERESINA

A PRESERVAÇÃO E A MONUMENTALIDADE DAS PRIMEIRAS IGREJAS DA CIDADE

Autores

  • Iago Ribeiro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo, UFPI, Teresina, Piauí, Brasil
  • Luana Luz Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, UFPI, Teresina, Piauí, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.35572/arql.v4i14.6608

Palavras-chave:

Arquitetura, Patrimônio, Igrejas, Fotografia, Centro, Teresina

Resumo

Historicamente, as igrejas tornaram-se um dos principais eixos que consolidaram a formação das cidades brasileiras, entre elas, Teresina. Desde a elaboração do Plano Saraiva no século XIX, pode-se constatar a relevância de tais edificações pelo seu caráter religioso, social e cultural. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, localizada em frente ao Marco Zero da cidade, foi inaugurada em 1862 e se destaca pela expressão eclética de seus elementos. A igreja possuía uma posição imponente, às margens do Rio Parnaíba e frente ao Campo de Constituição, atual Praça da Bandeira. A imponência da igreja, marcada pela sua monumentalidade e destaque na paisagem histórica de Teresina, foi enfraquecida pelas demais construções do entorno, prejudicando a compreensão e preservação da memória no local. A Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Dores foi inaugurada em 1867, localizada dentro da Praça Conselheiro Saraiva, onde há presença de outras edificações históricas como a Casa da Cultura, antiga Casa do Barão de Gurguéia. A Igreja São Benedito também marca o eixo histórico e patrimonial do Centro de Teresina, especialmente ao levar em consideração o contexto de sua construção. Á pedido de Frei Serafim de Catânia, a igreja foi construída no Alto da Jurubeba, conferindo-lhe a reafirmação de sua monumentalidade em relação à paisagem. Com uma planta de estilo missionário elaborada na Itália, o projeto foi erguido pelas mãos dos próprios fiéis, em sua maioria escravos. Enquanto as igrejas do Amparo e das Dores voltavam-se à elite, a Igreja São Benedito voltava-se à população negra alinhando-se ao contexto de seu padroeiro, um franciscano filho de pais escravizados. Dessa maneira, a construção da igreja firmou-se pelo apelo religioso, em compreender a construção da igreja pela população como provação de fé. Tendo em vista que a região sofre com o constante processo de descaracterização ou demolição dos seus bens históricos, as igrejas tradicionais do Centro de Teresina ainda resistem como alguns dos poucos exemplares patrimoniais existentes. Este ensaio fotográfico tem como objetivo ressaltar a beleza arquitetônica de tais bens históricos e destacar a importância de manter viva a ancestralidade de tais espaços.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

MONTEIRO, Orgmar. Teresina Descalça: memória desta cidade para deleite dos velhos habitantes e conhecimentos dos novos. Fortaleza: Ioce, 1987, v. 2

Downloads

Publicado

10-07-2026

Como Citar

RIBEIRO, Iago; LUZ, Luana. A ARQUITETURA SACRA DO CENTRO DE TERESINA: A PRESERVAÇÃO E A MONUMENTALIDADE DAS PRIMEIRAS IGREJAS DA CIDADE. Revista Arquitetura e Lugar, Campina Grande, v. 4, n. 14, p. 116–148, 2026. DOI: 10.35572/arql.v4i14.6608. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/arql/article/view/6608. Acesso em: 10 jul. 2026.

Edição

Seção

Ensaios fotográficos

Artigos Semelhantes

1 2 3 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.