Sobre a Revista

A Revista Mnemosine foi criada em 2010 e trata-se de uma revista eletrônica científica do campo da História, que pertence ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Campina Grande. Publicada semestralmente, estruturou-se com o objetivo de refletir sobre questões relativas às dimensões do campo da história, especialmente levando em consideração as temáticas História, Cultura e Cidade; Cultura, Poder e Identidade e História Cultural das Práticas Educativas. Com o passar dos anos, tivemos diferentes temas nos dossiês propostos para os editores da Mnemosine Revista e diferentes temporalidades com artigos resultantes de pesquisadores do campo das Ciências Humanas e Sociais e, especialmente, da Ciência Histórica. O periódico conta, em seus arquivos, com destacáveis dossiês compostos por artigos de pesquisadores que colaboraram com temas originais e inéditos sempre em uma perspectiva interdisciplinar. Seguindo a Linha Editorial de constituir-se em um espaço facultado a todos os campos disciplinares, especialidades, temporalidades e problemáticas históricas, tem oferecido ao público geral e especializado uma diversidade significativa de abordagens historiográficas e humanísticas em seus dossiês temáticos, resenhas, entrevistas e artigos livres.

 

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Chamada para Dossiê História e Ficção: temporalidade, historicidade, corpo e escrita (2026.1)

05-02-2026

A proposta se justifica devido ao conjunto de pesquisas sobre as relações entre História e Literatura/
História e Ficção que abrangem subáreas do campo dos estudos históricos como Teoria e Filosofia da
História, História do Brasil, História da América, dentre outras.

Data limite (dead line) para as submissões:

30/07/2026

Organizadores:

Durval Muniz de Albuquerque (UFRN/ UFPE)

Eduardo Ferraz Felippe (UERJ)

Júlio Pimentel Pinto (USP)

 

 

Saiba mais sobre Chamada para Dossiê História e Ficção: temporalidade, historicidade, corpo e escrita (2026.1)

Edição Atual

v. 16 n. 1 (2025): Horizontes do Fazer Historiográfico: Teoria da História e História da Historiografia
					Visualizar v. 16 n. 1 (2025): Horizontes do Fazer Historiográfico: Teoria da História e História da Historiografia

A pergunta pelo que faz da história um saber específico e, ao mesmo tempo, um espaço aberto de disputa atravessa os debates contemporâneos em Teoria da História e História da Historiografia. Não se trata apenas de discutir técnicas, métodos ou procedimentos de pesquisa, mas de interrogar o próprio lugar social da disciplina, suas promessas e seus fracassos, suas cumplicidades com projetos de poder e suas possibilidades de crítica. A teoria e a história da historiografia deixam de ser zonas periféricas para se converter em laboratórios privilegiados de reflexão sobre tempo, linguagem, memória e imaginação histórica. É nesse horizonte que se inscreve o dossiê “Horizontes do Fazer Historiográfico: Debates Contemporâneos em Teoria da História e História da Historiografia”, propondo que se tome o ofício do historiador não como uma tradição estabilizada, mas como um campo em aberto, permanentemente tensionado por novas experiências do passado e por novas sensibilidades políticas e epistêmicas.

Se as grandes narrativas sobre a modernidade costumavam supor uma temporalidade linear, cumulativa e progressiva, os debates contemporâneos em Teoria da História têm insistido na necessidade de deslocar esse regime de historicidade. Crises ecológicas e humanitárias, violências coloniais não reparadas, políticas de extermínio e formas renovadas de autoritarismo desafiam a imagem de um tempo que se deixaria ordenar por noções de avanço, superação ou maturidade histórica. A reflexão teórica volta a indagar as categorias que estruturaram a disciplina, como causalidade, objetividade e evidência, mas o faz a partir de uma consciência aguda de que não existe observação neutra do passado. Todo gesto historiográfico está atravessado por relações de poder, por localizações sociais e por linguagens que organizam o visível e o dizível. A teoria se torna, assim, um exercício de vigilância sobre os próprios instrumentos de conhecimento, uma forma de crítica à naturalização das convenções disciplinares e das fronteiras que separam o que conta como história do que é relegado à condição de não saber.

Publicado: 11-04-2026

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