ESCRITAS FREUDIANAS DA HISTÓRIA: MICHEL DE CERTEAU COMO LEITOR DE O HOMEM MOISÉS E A RELIGIÃO MONOTEÍSTA (1939) DE SIGMUND FREUD

Autores

  • REGINALDO SOUSA CHAVES Universidade Estadual do Piauí

Palavras-chave:

Michel de Certeau, Freud, escrita da História, Psicanálise, Operação Historiográfica

Resumo

O presente artigo objetiva abordar uma constelação de pontos decisivos de Ficção da História, ensaio em que Michel de Certeau propõe uma leitura do livro O Homem Moisés e a Religião Monoteísta: Três Ensaios (1939) de Sigmund Freud. Abordamos a discussão sobre a relação entre História e Psicanálise a partir da premissa certeaudiana de que Freud subverte os não ditos dos procedimentos sociais, políticos, técnicos e escriturísticos da construção da História. Não se trata de uma interdisciplinaridade “frouxa”, mas da compreensão de que o inventor da psicanálise invade a História, deslocando alguns pressupostos inconfessáveis dos historiadores presentes na operação historiográfica. Dessa forma, construímos nossa argumentação a partir de três estratégias. Primeiro, situamos preliminarmente Freud e sua obra dentro do contexto de suas asserções e do momento histórico em que foi gestada. Em seguida, particularizamos a mirada certeaudiana dentro do horizonte de certas leituras de O Homem Moisés. Por fim, destacamos algumas linhas de argumentação do ensaio do historiador francês, sem pretender esgotá-las: escrita fragmentária, lugar social e a língua do outro e, finalmente, a relação entre História e ficção

Biografia do Autor

REGINALDO SOUSA CHAVES, Universidade Estadual do Piauí

Professor da Universidade Estadual do Piauí, Brasil; Doutor em História Social pela Universidade Federal do Ceará, Brasil

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Publicado

11-04-2026