https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/issue/feed Revista Mnemosine 2024-06-02T10:40:02-03:00 Dr. Joachin de Melo Azevedo Neto joachin.azevedo@upe.br Open Journal Systems <p>A <em>Revista Mnemosine</em> foi criada em 2010 e trata-se de uma revista eletrônica científica do campo da História, que pertence ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Campina Grande. Publicada semestralmente, estruturou-se com o objetivo de refletir sobre questões relativas às dimensões do campo da história, especialmente levando em consideração as temáticas História, Cultura e Cidade; Cultura, Poder e Identidade e História Cultural das Práticas Educativas. Com o passar dos anos, tivemos diferentes temas nos dossiês propostos para os editores da <em>Mnemosine Revista</em> e diferentes temporalidades com artigos resultantes de pesquisadores do campo das Ciências Humanas e Sociais e, especialmente, da Ciência Histórica. O periódico conta, em seus arquivos, com destacáveis dossiês compostos por artigos de pesquisadores que colaboraram com temas originais e inéditos sempre em uma perspectiva interdisciplinar. Seguindo a Linha Editorial de constituir-se em um espaço facultado a todos os campos disciplinares, especialidades, temporalidades e problemáticas históricas, tem oferecido ao público geral e especializado uma diversidade significativa de abordagens historiográficas e humanísticas em seus dossiês temáticos, resenhas, entrevistas e artigos livres.</p> <p> </p> https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2768 Entrevista com Moema Soares de Castro Barbosa 2024-06-02T10:14:19-03:00 RAQUEL DA SILVA GUEDES raquel.silva.guedes@gmail.com <p>Entrevista com Moema Soares de Castro Barbosa por Raquel da Silva Guedes</p> <p>Moema Soares de Castro Barbosa - professora associada II, aposentada da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba, mestrado (DEA) em Energética - Université de Toulouse III (Paul Sabatier) e doutorado em Engenharia de Processos - Institut National Polythecnique de Toulouse. Tem experiência na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Eficiência energética, atuando principalmente nos seguintes temas: energia, conservacão de energia, energia solar, energia elétrica e planejamento energético. Avaliadora do Basis (INEP) nos instrumentos de avaliação de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos de (bacharelado e licenciatura) na área de Engenharia Elétrica e avaliadora em Engenharia Elétrica para o Sistema Arcu-Sul.</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2772 ENTRE A CORDILHEIRA DO ATLAS E O MACIÇO DOS PIRINEUS: A ETNOGRAFIA COMO PRÁTICA E GÊNESE DO APARELHO CONCEITUAL DE PIERRE BOURDIEU 2024-06-02T10:33:36-03:00 JOSÉLIO DOS SANTOS SALES zeliosales@gmail.com MARINA PRADO SANTIAGO slowhostel18@gmail.com <p>A transição de Pierre Bourdieu da Filosofia para as Ciências Sociais é marcada definitivamente pelos trabalhos realizados tanto na Argélia, durante a ocupação francesa, quanto no Béarn, sua terra natal, formando epistemologia e sua ação política. Ao compreendermos isso, percebemos que os conceitos que ele desenvolveu para interpretar o mundo social e as categorias analíticas que empregou não surgiram do vazio metafísico. O conjunto conceitual emerge do aprofundamento na análise de dados e na observação empírica que ele utilizou para compreender as estruturas econômicas e temporais, possibilitando a transformação social nos dois campos de estudo. Conceitos como <em>habitus</em>, condicionamentos sociais e culturais vividos pelas formações modernas e incorporados pelos agentes, atravessados por estas mesmas formações modernas, foram guiados pelas questões empíricas, justamente por estarem centrados nas questões sociais analisadas por ele. A pesquisa empírica permitiu que ele testasse hipóteses, comparasse as transformações em sua cidade natal e na Argélia, observasse a compreensão do tempo e o mundo econômico para validar sua teoria. Para isso, ele utilizou instrumentos metodológicos como fotografia em situações extremas, como uma guerra, para melhor analisar o drama vivido pelos argelinos. As fotografias ou disposições nelas incorporadas também serviram para compreender os corpos de seus conterrâneos. Desse modo, o aparelho conceitual empregado por Bourdieu, emerge de seu trabalho no campo</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2774 AS INFLUÊNCIAS HEGELIANAS NO PENSAMENTO ORIENTALISTA DO IMPERADOR D. PEDRO II E O CONDE ARTHUR DE GOBINEAU 2024-06-02T10:40:02-03:00 BARBARA RIBEIRO ARRUDA barbararibeiroarruda@gmail.com JOSÉ OTÁVIO AGUIAR j.otavio.a@hotmail.com <p>Entender as concepções de <em>Zeitgeist</em> e a organização das sociedades e os parâmetros estabelecidos por Hegel entre o Oriente e o Ocidente se afigura fundamental para compreender a mentalidade orientalista e imperialista do século XIX. O trabalho apresentado aqui é fruto de uma abordagem da minha dissertação de mestrado, onde não foi possível explorar mais sobre o tema, e tem como proposta principal analisar a influência desse hegelianismo predominante nos intelectuais oitocentistas e suas reverberações no que diz respeito ao Oriente, através do imperador Pedro II e o Conde de Gobineau. Através de análises e reflexões bibliográficas dos autores, propomos um debate sobre o contexto histórico e social no qual estavam envoltos, relacionando também com autores que trabalharam previamente com o tema, e dessa forma, a análise das fontes em si, ou seja, os relatos de viagem do imperador ao Oriente Médio em 1871 e 1876 e as obras de Gobineau sobre o Oriente e o Islã (1853-1869). Através de debates sobre seus contextos históricos, sociais e religiosos, discutiremos o conceito hegeliano de História e de Oriente e suas reverberações nas obras de Pedro II e Gobineau, bem como tecer críticas a essas noções reducionistas do Oriente e da teleologia histórica</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2450 Apresentação 2024-05-18T23:46:10-03:00 Fábio Ronaldo da Silva fabiosilva@uneb.br <p>Por que o gênero é relevante? Qual é a necessidade ou importância de publicar dossiês ou conduzir pesquisas sobre gênero e diversidade sexual no Brasil? Qual é a urgência em debater o gênero nas escolas? Estas são algumas das dezenas de perguntas frequentemente ouvidas por pesquisadores/as de gênero e diversidade sexual. Há várias maneiras de responder a essas perguntas, e uma delas é apresentar dados que ajudam a dirimir essa “ignorância”. Este dossiê, além de buscar contribuir para a redução das diversas formas de violência contra mulheres e LGBTQIA+ brancos/as e não-brancos/as, apresenta também reflexões que possibilitam pensar o gênero e as sexualidades em vários âmbitos da pesquisa científica e em instâncias como a mídia, a escola, entre outros espaços. Isso só se torna possível devido aos feminismos. Com base nessas considerações, apresentamos o Dossiê sobre Gênero publicado pela&nbsp;<strong>Mnemosine Revista</strong>. O primeiro, intitulado&nbsp;<em>Mulheres nas Ciências, Carreiras Docentes e Espaços de Poder</em>, organizado pela pesquisadora Dra. Rosilene Dias Montenegro, trouxe reflexões relevantes sobre as práticas que dificultam o acesso das mulheres aos espaços de prestígio nas instituições científicas e universidades. Este dossiê (2023.2),&nbsp;<em>Perspectivas Críticas sobre Gênero e Feminismos,</em>&nbsp;propõe um debate abrangente sobre outras questões que permeiam a experiência das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Em sua abordagem crítica e reflexiva, este dossiê busca ampliar o diálogo acadêmico, contribuindo para o entendimento mais abrangente sobre as complexidades inerentes às questões de gênero e feminismos.</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2458 O QUE SE FALA DO FIM DO MUNDO?: COLONIALIDADE, EPISTEMOLOGIA E A FICÇÃO DA HETEROSSEXUALIDADE EM PERSPECTIVA HISTÓRICA 2024-05-19T17:22:45-03:00 LUIZ GERVAZIO LOPES JUNIOR Luizgljr@gmail.com JOEDNA REIS DE MENEZES joedna8@gmail.com <p>Este texto toma como ponto de partida as discussões a respeito daquilo que temos chamado de Estudos Queer e Estudos Decoloniais a fim de problematizar os discursos que atravessaram e atravessam diretamente a produção de intelectuais das áreas estudadas, mas também de subjetividade de sujeitos fora da norma de gênero e sexualidade ao mesmo tempo que estão em territórios sob efeito de subalternidade, ou seja, pontos de imbricação e distanciamento. Em um primeiro momento do texto é proposta uma torção epistemológica que possibilite perceber a emergência desses sujeitos abjetos no seio do Cistema moderno- colonial e, em um segundo momento é problematizado, a partir de uma revisão de literatura, como as identidades sexuais ditas “normais” e “patológicas” aparecem dentro do regime de poder-saber cientificista, médico e jurídico do século XIX por meio de práticas disciplinares do corpo. Do controle nas ruas aos tratamentos para cura do homossexualismo com terapias de convulsão ou choque, passando pela criminologia, área responsável por atribuir os traços de degeneração e perversidade aos homossexuais. Por fim, compreendo que esse conjunto de saberes se apoiaram no epistemicídio eurocêntrico e na Colonialidade do Gênero como modo de perpetuar as múltiplas formas de violência que marcaram e marcam o corpo de sujeitos desviantes a norma de inteligibilidade cisgênera, heterossexual, branca e geolocalizados em territórios ditos de terceiro-mundo</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2760 DOS ESTUDOS FEMINISTAS PARA OS ESTUDOS DE GÊNERO: REFLEXÕES NECESSÁRIAS 2024-06-02T09:21:53-03:00 LILIANN ROSE PEREIRA DE FREITAS liliannrosepf@gmail.com ROSILENE DIAS MONTENEGRO rosilene.dias@professor.ufcg.edu.br <p>O presente artigo objetiva refletir sobre os caminhos percorridos nos Estudos de Gênero, seus desdobramentos epistemológicos e de como essa discussão é tensionada no campo acadêmico brasileiro. Apesar da vasta produção científica e multidisciplinar sobre o tema, é necessário lembrar, (re)contar e (re)fazer esse trajeto considerando que ainda persistem distorções e desconhecimento sobre gênero. Dessa forma, optamos por realizar uma revisão bibliográfica, com escolhas teóricas aportadas em recortes temporais, no intuito de poder sistematizar os caminhos pelos quais permearam os estudos de gênero. Sob essa perspectiva, baseamos nossa abordagem epistemológica nas discussões de&nbsp; Holanda (2019); Pedro (2005); Piscitelli (2002;2008); Rago (1995;1996); Correia (2001); Hooks (2017); Butlher (2003). Cientes de que novas contribuições estão surgindo e de que essas discussões atravessam um período de amadurecimento teórico, compreendemos que nunca é demais (re)conhecer quais travessias foram e são feitas e, principalmente para as novas gerações, os efeitos políticos e sociais neste campo do conhecimento</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2762 A ESTRUTURA DO PATRIARCADO E AZALEIA NA LUTA PELA TERRA 2024-06-02T09:30:33-03:00 CLÁUDIA DELBONI claudiadelboni50@gmail.com <p>Este trabalho examina a trajetória de Azaleia, estabelecida no Estado de Mato Grosso do Sul, no município de Sidrolândia, durante o ano de 2007. Ao longo de doze anos, ela se engajou na busca por conquistas sociais garantidas pela Constituição, tais como terra, trabalho, moradia, educação, transporte, saúde e equidade nas relações de poder entre homens e mulheres. Azaleia adotou diversas estratégias de resistência e enfrentou as ações de diferentes mediadores comprometidos com a defesa da reforma agrária. Ao longo do trabalho, procuramos analisar o significado do acampamento em sua trajetória, além de compreender as incertezas vivenciadas no lote para assegurar a consolidação da subsistência, enfrentando encontros e desencontros ao longo do caminho. Durante suas mobilizações, Azaleia se envolveu com o movimento social liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o que resultou em conflitos em seu casamento. A pesquisa foi conduzida utilizando a História Oral de Vida como procedimento metodológico. Na tessitura do trabalho de pesquisa, a narrativa de Azaleia foi considerada como um indicativo de emoções e expressões de mulheres que enfrentam a luta pela terra e carregam as marcas dos contextos sociais nos quais estão inseridas. Sua narrativa desempenhou um papel fundamental como fonte privilegiada para a compreensão dos avanços e retrocessos nas relações de gênero ao longo da história da luta pela terra nos últimos sessenta anos no Estado</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2764 MULHERES CIENTISTAS EM DESTAQUE: REFLEXÃO SOBRE A PRODUÇÃO DAS MULHERES DOCENTES NO CURSO DE ENGENHARIA DE PESCA DA UFRPE ENTRE 2019 E 2021 2024-06-02T09:40:28-03:00 JOSÉ MATHEUS MELO DE SOUZA matheussouzasx@gmail.com MARIA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA ANDRADE LEITÃO mrfaleitao@gmail.com <p>A pesquisa propôs-se a analisar e refletir sobre a produção acadêmica de docentes mulheres, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, a partir de documentos públicos, divulgados no site dos Departamentos, e os dados públicos dos currículos incluídos na Plataforma Lattes/CNPq, para conhecer qual o lugar das mulheres no desenvolvimento científico e tecnológico, sua inclusão nas políticas públicas e nos diversos espaços acadêmicos. Trata-se de pesquisa qualitativa com coleta de dados documentais e inclusão de dados numéricos. Os pressupostos teórico-metodológicos partem da definição de gênero como um elemento constitutivo das relações sociais, baseadas em diferenças entre os sexos, sugerindo que este conceito seja utilizado como uma categoria útil de análise. Para o estudo qualitativo foram elaboradas categorias de análise a partir dos itens pontuados nos currículos da Plataforma Lattes do CNPq, a fim de conhecer a produção científica de docentes no curso de Engenharia de Pesca, em se tratando das suas formações e categoria docente na instituição, mas, em especial, buscamos para análise os dados de participação em publicações de artigos, da presença em bancas, grupos de pesquisa e orientações. Além disso, buscou-se a divulgação de dados relacionados a questões que envolvem as relações de gênero na história das ciências e da tecnologia, especialmente na UFRPE e divulgar uma parcela da história institucional</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024 https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/mnemosine/article/view/2766 AS MULHERES E O TRABALHO DO CUIDADO: SOBRECARGA, AMOR OU UMA PROBLEMÁTICA INVISÍVEL? 2024-06-02T10:02:47-03:00 RAQUEL DA SILVA GUEDES raquel.silva.guedes@gmail.com SABRINA RAFAEL BEZERRA sabra.rb@gmail.com FÁBIO RONALDO DA SILVA fabiosilva@uneb.br <p>Frequentemente, mencionamos a sobrecarga de trabalho como a resultante da acumulação de serviços provenientes de um ou mais cargos profissionais exercidos simultaneamente, caracterizados por exigências e prazos excessivos. É sabido que essa configuração pode ocasionar problemas de saúde, como Burnout ou estafa, além de poder gerar litígios judiciais entre as partes envolvidas. Contudo, existe uma nuance do excesso de carga que é de conhecimento público, mas que carece de debate e políticas públicas eficazes no Brasil para mitigar o problema: a sobrecarga de trabalho das mulheres dentro e fora do lar. Isso acontece devido a uma construção cultural e política que atribui os cuidados maternais e domésticos/familiares como atividades de responsabilidade majoritariamente feminina. Essas atividades não possuem períodos de descanso nem férias, propiciam situações de abuso e não são adequadamente delimitadas nos projetos de lei, resultando em interrupções nas carreiras profissionais, desvalorização salarial, restrição de acesso a cargos e concursos, estresse, desemprego, falta de suporte financeiro e outras consequências. Surge, então, a indagação: como essas demandas foram se estabelecendo, qual é a sua alimentação, como estão sendo mantidas atualmente e quais são as implicações disso?</p> 2024-05-18T00:00:00-03:00 © 2024