CADERNO DE CAMPO - LINHAS DA MEMÓRIA, DESENHOS DO TERRITÓRIO
UM OLHAR SOBRE OURO PRETO E TIRADENTES
DOI:
https://doi.org/10.35572/arql.v4i14.7598Palavras-chave:
Patrimônio, Musealização do patrimônio, Ouro Preto, TiradentesResumo
Caderno de Campo: Linhas da Memória, Desenhos do Território — um olhar sobre Ouro Preto e Tiradentes reúne croquis produzidos durante o trabalho de campo como instrumento de investigação, compreensão e análise das dinâmicas espaciais e simbólicas presentes nas cidades históricas estudadas. Inseridos no percurso metodológico da pesquisa, os desenhos surgem como forma de observar o território para além do registro fotográfico ou documental, permitindo apreender relações entre o uso do espaço público, as ambiências urbanas, as práticas cotidianas e as narrativas construídas sobre a cidade.
Realizados a partir da observação direta em campo, os croquis buscam registrar percepções sobre a configuração dos espaços, fluxos, permanências, apropriações e tensões que atravessam o cotidiano urbano, contribuindo para uma leitura sensível e analítica do território. Mais do que representar visualmente os lugares, esses desenhos funcionam como ferramenta de interpretação, auxiliando na identificação de elementos ligados à memória, ao patrimônio, aos processos de musealização e às disputas que conformam a experiência urbana em Ouro Preto e Tiradentes.
Nesse sentido, o caderno constitui um suporte de reflexão sobre o território vivido, reunindo desenhos que operam como registros de campo, estudos analíticos e dispositivos de leitura da cidade, articulando desenho, pesquisa e pensamento crítico como parte da construção do conhecimento.
Downloads
Referências
Referências da pesquisa em andamento:
ALVES, M. R. Transformações Culturais e Contradições Urbanas do Espaço Público Contemporâneo. Revista Cidades, v. 11, p. 470-497, 2014.
BONUTI, L. A. Meu Jardim virou Praça: Olhares locais sobre Tiradentes/MG. Dissertação Mestrado Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, 2017.
BRAGA, P. M. Intervenções Urbanas em Áreas Centrais Históricas: Paisagens Particulares versus a Banalização da Paisagem. Tese doutorado. Universidade de São Paulo, USP, Brasil, 2013
CASTRIOTA, Leonardo Barci. Patrimônio cultural: conceitos, políticas, instrumentos. São Paulo: Annablume, 2009.
CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. 4º Edição. São Paulo: Estação Liberdade: Unesp. 2006.
GUIMARÃES, C. F. Atmosferas patrimoniais. Espaços públicos patrimonializados em Minas Gerais. Tese de doutorado. Universidade de São Paulo, USP, Brasil, 2023.
GUIMARÃES, C. F.; ALVES, M. R. Cursos d’água e a construção do território patrimonial: o caso de Ouro Preto. In: Carlos Smaniotto Costa, Marluci Menezes, Montserrat Pallares-Barbera, Gabriela Pastor, Eliana do Pilar Rocha, Klinge O. Villalba Condori. (Org.). Rios Urbanos na Ibero-América: Casos, Contextos e Experiências. 1ed.Lisboa: Edições Universitárias Lusófona, 2023, v. 06, p. 311-.
GUIMARÃES, C. F.; ALVES, M. R. Ouro Preto, materialidades e espacialidades de sua paisagem. Cadernos do Arquivo Municipal, v. 17, p. 109-128, 2022.
HUYSSEN, A. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, politícas da memória. Rio de Janeiro: Contraponto: Museu de Arte do Rio, 2014.
HUYSSEN, A. Escapando da amnésia. O museu como cultura de massas. Revista do patrimônio histórico e artístico Nacional. Rio de Janeiro, 1994, nº 23, p. 34-57.
HUYSSEN, A. Seduzidos pela memória: arquitetura, monumentos, mídia. 2º ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Sophia Mariá Durão Juliani

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) desde que concluído o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre);
4. Não recomenda-se publicação e distribuição do artigo antes de sua publicação, pois isso poderá interferir na sua avaliação cega pelos pares.



