CATETINHO 2
O PALÁCIO FANTASMA DE BRASÍLIA
DOI:
https://doi.org/10.35572/arql.v4i13.6759Palavras-chave:
Catetinho 2, Catetão, palácio, Brasília, fantasmaResumo
A pedido de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então presidente do Brasil (1956-1961) e precursor da construção de uma nova capital, Brasília, o Catetinho 2, ou Residência Provisória 2 ou popularmente conhecido como Catetão, surgiu como demanda de um edifício maior do que o primeiro Catetinho, o qual ainda se faz presente no Museu do Catetinho na BR-040, Trevo do Gama – Park Way, tornando-o o segundo palácio construído em Brasília. Ambos os monumentos foram projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e construídos pela antiga Companhia de Fertilizantes Minas Gerais S.A. (Fertisa), fábrica de adubos químicos que era localizada em Araxá, Minas Gerais. O Catetinho 2 foi vendido em 1959 ao empreiteiro Sebastião Camargo Corrêa (1909-1994) pelo Israel Pinheiro (1896-1973), primeiro presidente da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital, criada para a construção de Brasília) na década de 1950, o qual desmontou o palácio, remontou em um lote particular do empreiteiro no Park Way. No mesmo ano, o Catetinho 1 virou patrimônio histórico a nível nacional, sendo registrado do Livro de Tombos do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em 1985, o lote e o edifício foram vendidos por Sebastião Camargo Corrêa e o novo dono demoliu o monumento por não se interessar pela história do monumento, segundo matéria do Correio Braziliense de 2004. Até hoje não se sabe o motivo da sua venda, principalmente quando se comparado ao outro monumento tombado que atualmente é um museu, mostrando o seu descaso e desconsideração de valor patrimonial. Portanto, o trabalho visa realizar um estudo arquitetônico e histórico do antigo Catetinho 2 através de fotografias do Arquivo Público do Distrito Federal e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) da época entre 1957 (construção e conclusão do Catetão) e 1959 (venda do Catetão) com o cenário atual a fim de educar sobre sua história e visualizar de forma poética o segundo palácio de Brasília que virou um fantasma no local e nos documentos. Este ensaio fotográfico faz parte de uma pesquisa maior relacionado ao trabalho final de conclusão de curso o qual está em andamento.
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Museu do Catetinho, Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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