ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA À LUZ DA LINGUÍSTICA APLICADA E DO PARADIGMA DA COMPLEXIDADE
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19353267Palabras clave:
Ensino de Língua Portuguesa, Linguística Aplicada, Paradigmas de ensino, Análise Linguística, SintaxeResumen
Neste artigo, objetiva-se refletir sobre conexões entre Linguística Aplicada e paradigma da complexidade, com foco nas contribuições dessa relação para pesquisas sobre ensino de Língua Portuguesa. Para tanto, este estudo define-se metodologicamente como uma investigação qualitativa de natureza documental, que toma por base três artigos científicos vinculados a projetos de pesquisas de uma universidade pública brasileira. A composição do corpus contemplou publicações em periódicos nacionais de amplo alcance durante a vigência dos projetos, as quais foram submetidas a processo de avaliação cega por pares. Os textos foram selecionados como amostragem de estudos que examinam o tratamento escolarizado de sintaxe, seja pela perspectiva da gramática, seja pela Análise Linguística. O potencial explicativo da Linguística Aplicada favorece a compreensão do fenômeno didatização de conteúdos de sintaxe, que se realiza em videoaulas e em jogo digital educacional. As reflexões apontam que o ensino de sintaxe se desenvolve em um cenário de transição paradigmática, pois se notam tanto a reprodução mecânica pelo viés da gramática normativa no paradigma newtoniano-cartesiano, quanto a reflexão sobre a língua e a crítica aos conteúdos escolares, pelo viés da Análise Linguística no paradigma da complexidade.
Descargas
Citas
BEHRENS, M. A.; PRIGOL, E. L. Prática docente: das teorias críticas à teoria da complexidade. In.: SÁ, R. A.; BEHRENS, M. A. Teoria da complexidade: contribuições epistemológicas e metodológicas para uma pedagogia complexa. Curitiba: Appris, 2019. p. 65-86.
BEZERRA, M. A.; REINALDO, M. A. Análise linguística: afinal a que se refere? Recife: Pipa Comunicação; Campina Grande: EDUFCG, 2020.
BOHN, H. I. Ensino e aprendizagem de línguas: os atores da sala de aula e a necessidade de rupturas. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Linguística aplicada na modernidade recente: festchirft para Antonieta Celani. São Paulo: Parábola, 2013. p. 79-98.
BRASIL. Portaria n.º 36, de 28 de janeiro de 1959. Dispõe sobre a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Rio de Janeiro: Ministério da Educação, 1959. Disponível em: https://docs.ufpr.br/~borges/publicacoes/notaveis/NGB.pdf. Acesso em: 3 jul. 2025.
CHOMSKY, N. Aspects of the Theory of Syntax. Cambridge, Massachusetts; London, England: The MIT Press, 2015.
FABRÍCIO, B. F. Linguística Aplicada como espaço de “desaprendizagem”: redescrições em curso. In: MOITA LOPES, L. P. (Org.). Por uma Linguística Aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. p. 45-66.
FREIRE, M. M.; LEFFA, V. J. Auto-heteroecoformação tecnológica. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Linguística aplicada na modernidade recente: festchirft para Antonieta Celani. São Paulo: Parábola, 2013. p. 58-78.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 2017.
LARSEN-FREEMAN, D. Impressões do AILA 1996. In.: SIGNORINI, I.; CAVALCANTI, M. C. (orgs.). Lingüística aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado de Letras, 1998. p. 163-172.
LARSEN-FREEMAN, D.; CAMERON, L. Teoria da complexidade: sobre o que é isto?. Tradução de Ana Beatriz Miranda Jorge e Williany Miranda da Silva. Revista Letras Raras. Campina Grande, v. 9, n. 4, p. 318-347, dez. 2020. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/article/view/1372. Acesso e 12. dez. 2024.
MACHADO, A. R.; LOUSADA, E. G.; FERREIRA, A. D. (orgs.). O professor e seu trabalho: a linguagem revelando práticas docentes. Campinas: Mercado de Letras, 2011.
MEDRADO, B. P.; REICHMANN, C. L. A Linguística Aplicada e o Interacionismo Sociodiscursivo: reflexões acerca de perspectivas em movimento. In: MEDRADO, B. P.; PEREIRA, R. C. M.; REICHMANN, C. L. (orgs.). Ação-texto-formação: pesquisa em LA sob a luz do ISD. João Pessoa: Editora UFPB, 2020. p. 18-32.
MENDONÇA, Márcia. Análise linguística no ensino médio: um novo olhar, um outro objeto. In: BUNZEN, Clécio. MENDONÇA, Márcia. (orgs.). Português no Ensino Médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2022. p. 187-218.
MIZUKAMI, M. G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 2011.
MOITA LOPES, L. P. Uma linguística aplicada mestiça e ideológica: interrogando o campo como um linguista aplicado. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma linguística aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. p.13-44.
MORAES, M. C. O paradigma educacional emergente. Campinas: Papirus, 1997.
MORIN, E. Problemas de uma epistemologia complexa. In.: MORIN, E. O problema epistemológico da complexidade. Portugal: Europa-América,1996. p. 13-34.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2015.
LAURENTINO, J. V. B. Práticas de ensino de língua portuguesa em contexto didático-digital: evidências de ideologias linguísticas em videoaulas e comentários on-line. 2022. Dissertação (Mestrado em Linguagem e Ensino) - Universidade Federal de Campina Grande, Programa de Pós-graduação em Linguagem e Ensino, 2022.
LAURENTINO, J. V. B. 2025. Didatização de Conhecimentos Sobre Língua Portuguesa a Partir de Jogos Digitais Educacionais. Tese (Doutorado em Linguagem e Ensino) - Universidade Federal de Campina Grande, Programa de Pós-graduação em Linguagem e Ensino, 2025 (no prelo).
LAURENTINO, J. V. B.; SILVA, W. M. Videoaulas e divulgação de conteúdos gramaticais para exames como o ENEM. Revista Polyphonía, [S. l.], v. 30, n. 2, p. 76–95, 2020. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/65104. Acesso em: 12 out. 2021.
LAURENTINO, J. V. B.; SILVA, W. M. Ensino de sintaxe em videoaulas para exames de larga escala. Leia Escola. n. 2, p. 119-138, 2021. Disponível em: http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/Leia/article/view/2151/pdf . Acesso em: 12 dez. 2021.
LAURENTINO, J. V. B.; SILVA, W. M. Retrospecção de atividade de Análise Linguística em formação inicial. In.: BEZERRA, M. A. R.; LIMA, E. F. Práticas de análise linguística na aula de português. Tutóia: Editora Lupa, 2025. p. 119-146.
LAURENTINO, J. V. B.; RODRIGUES, J. M. S.; SOUZA, G. N. Ensino de análise linguística em jogo digital educacional: do gênero discursivo à sintaxe. Revista Leia Escola, v. 24, n. 4, p. 210-235, dez. 2024. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/leia/article/view/3285/3240. Acesso em 01 fev. 2024.
RAFAEL, E. L.; SILVA, W. M. Ensino de língua, de gramática ou de análise linguística? In: SILVA, W. R. Reflexões sobre língua(gem) em contextos de ensino. Palmas: Editora Universitária – EdUFT, 2024. p. 252-285.
RAJAGOPALAN, K. Repensar o papel da Linguística Aplicada.In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma linguística aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006. p.149-168.
REINALDO, M. A. G. de M. O conceito de análise linguística como eixo de ensino de Língua Portuguesa no Brasil. Disponível em: http://studylibpt.com/doc/2988843/o-conceito-de-an%C3%A1lise-lingu%C3%ADsticacomo- eixo. Acesso em: 01 jul. 2025.
RODRIGUES, V. V. Correlação. In: VIEIRA, S. R.; BRANDÃO, S. F. (org.). Ensino de gramática: descrição e uso. São Paulo: Contexto, 2019. p. 225-236.
SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. Tradução de Antônio Chelini, José Paulo Paes e Izidoro Blikstein. São Paulo: Cultrix, 2012.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA. Proposta Curricular do Ensino Médio da Paraíba: PCEM/PB. João Pessoa: SEECT, 2020.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA. Novo Currículo do Ensino Médio da Paraíba. João Pessoa: SEECT, 2024.
SIGNORINI, I.; CAVALCANTI, M. C. Introdução. In.: SIGNORINI, I.; CAVALCANTI, M. C. (orgs.). Lingüística aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado de Letras, 1998. p. 7-18.
SIGNORINI, I. Do residual ao múltiplo e ao complexo: o objeto da pesquisa em lingüística aplicada. In: SIGNORINI, I.; CAVALCANTI, M. C. (orgs.). Lingüística aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado de Letras, 1998. p. 99-110.
SIGNORINI, I. Metapragmáticas da língua em uso: unidades e níveis de análise. In: SIGNORINI, I. (org.). Situar a linguagem. São Paulo: Parábola, 2008. p. 117-150. (Investigações sobre língua[gem] situada; 1).
SIGNORINI, I. Entrevista – Conversando com a homenageada. In.: SILVA, W. R. Contribuições sociais da Linguística Aplicada: uma homenagem a Inês Signorini. Campinas: Pontes Editores, 2021. p. 33-44.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista 15 de outubro

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.