A CIDADE COMO PRÁTICA
CORPOGRAFIA, CIDADE AMBULANTE E MODOS DE HOSPEDAR-SE
DOI:
https://doi.org/10.35572/arql.v4i13.7318Palavras-chave:
cidade como prática, corpografia, hospedar-se, cartografia, caminharResumo
Este artigo propõe uma reflexão teórico-crítica sobre a cidade a partir da centralidade do corpo e da experiência vivida, compreendendo o espaço urbano como construção processual produzida nas práticas cotidianas. Em contraposição a abordagens que privilegiam formas, funções e representações abstratas, o texto articula as noções de corpografia, cartografia e caminhar como chaves epistemológicas para a leitura crítica da cidade enquanto lugar vivido. Fundamentado em contribuições da fenomenologia, das teorias do cotidiano e dos estudos críticos do espaço, o artigo compreende o corpo como mediador ativo na produção do espaço e do lugar. A corpografia é abordada como prática situada de inscrição do corpo no espaço, articulada ao método cartográfico. O caminhar e a errância são discutidos como práticas espaciais críticas capazes de revelar dimensões sensíveis, políticas e ordinárias da cidade, contribuindo para repensar o papel do projeto em arquitetura e urbanismo.
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