A SACRALIDADE DA UTOPIA EM UMA VIAGEM AO CÉU, DE LEANDRO GOMES DE BARROS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21315034Palavras-chave:
Cordel, Leandro Gomes de Barros, Sacralidade, UtopiaResumo
O fenômeno da sacralidade, recorrente tanto em sociedades antigas quanto em diversas práticas do mundo contemporâneo, postula uma conexão transcendental entre a humanidade e o divino. Uma das crenças mais representativas do sagrado é a existência de realidades perfeitas nas quais o homem é envolvido por recursos e dádivas abundantes, perspectiva que engloba, hodiernamente, a chamada utopia. Com isso em mente, o presente artigo objetiva analisar como o sagrado está representado no cordel Uma viagem ao céu, do cordelista Leandro Gomes de Barros. Para tal feito, a metodologia utilizada é de natureza interpretativa com abordagem qualitativa, de forma que seja possível compreender a sacralidade do céu criado pelo poeta paraibano durante a narrativa do cordel Uma viagem ao céu. O aporte teórico se baseia nas reflexões de Eliade (2018; 2019) e Durand (2012) sobre as relações entre o homem e o divino, bem como nas contribuições de Alves (2018) e Wanderley (2024) a respeito da produção literária de Leandro Gomes de Barros e a relação do cordel com a mitologia greco-romana. Os resultados mostram que o céu criado pelo escritor paraibano, além de funcionar como uma crítica às mazelas da sociedade, induz o sagrado como força representativa de planos superiores de existência. Conclui-se, portanto, que para alcançar tais realidades idôneas, é imprescindível realizar movimentos que incitem a incessante busca pelas forças localizadas no arquétipo celeste.
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Referências
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