VIOLÊNCIA DOMÉSTICAS CONTRA A MULHER E IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
Palabras clave:
TEPT, violência doméstica, violência contra a mulherResumen
Introdução: A violência doméstica contra a mulher representa uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública, cujas consequências extrapolam os danos físicos e alcançam de maneira profunda a esfera psicológica. Entre os impactos psíquicos mais recorrentes destaca-se o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), caracterizado por revivência do trauma, hipervigilância, evasão e alterações emocionais, sintomas que comprometem a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida das vítimas. Esse quadro torna evidente a necessidade de compreender como a experiência de violência influencia o desenvolvimento do TEPT, de modo a subsidiar políticas públicas eficazes e práticas profissionais sensíveis à complexidade do problema. Objetivo: Analisar os efeitos psicológicos da violência doméstica contra a mulher, com ênfase nas repercussões relacionadas ao TEPT, a fim de destacar os desafios enfrentados pelas vítimas e as possibilidades de intervenção. Metodologia: Foi utilizado o método de revisão narrativa da literatura, a partir de publicações em língua portuguesa dos últimos dez anos, selecionadas em bases como Google Acadêmico, Periódico CAPES e LILACS. A pesquisa foi orientada pela palavra-chave “TEPT e violência doméstica”. Das 129 produções inicialmente identificadas, 30 foram selecionadas por atenderem aos critérios de relevância e atualidade, compondo o corpus de análise. Resultados e discussão: Os resultados evidenciam uma estreita relação entre a violência doméstica e o desenvolvimento do TEPT, além da associação com outros transtornos, como depressão, ansiedade generalizada e ideação suicida. A permanência com o agressor, intensificada em períodos de maior isolamento social, como durante a pandemia de COVID 19, mostra-se um fator agravante dos sintomas. Observa-se ainda que mulheres em contextos de vulnerabilidade, especialmente pertencentes a minorias étnicas e sociais, apresentam maior suscetibilidade e quadros clínicos mais severos. Nesse cenário, torna-se imprescindível a construção de estratégias ampliadas de enfrentamento, que incluam não apenas o acolhimento psicológico e social das vítimas, mas também ações efetivas de responsabilização, acompanhamento e reeducação dos agressores. A violência compromete não apenas o corpo, mas a subjetividade, a identidade e o equilíbrio emocional da mulher, demandando respostas interdisciplinares e integradas. Considerações finais: Conclui-se que o enfrentamento da violência doméstica exige políticas públicas consistentes, que priorizem tanto a prevenção quanto o cuidado integral. É fundamental romper o ciclo da violência por meio de intervenções que contemplem a escuta qualificada, o fortalecimento da rede de apoio, o acesso a serviços de saúde mental e a transformação das dinâmicas sociais que perpetuam esse cenário.
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Derechos de autor 2026 Mariana Heloize Silva Barbosa, Letícia Filgueira Cardozo da Nóbrega, José Pereira da Silva

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