VIOLÊNCIA DOMÉSTICAS CONTRA A MULHER E IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

Autores/as

  • Mariana Heloize Silva Barbosa
  • Letícia Filgueira Cardozo da Nóbrega
  • José Pereira da Silva

Palabras clave:

TEPT, violência doméstica, violência contra a mulher

Resumen

Introdução: A violência doméstica contra a mulher representa uma grave violação dos direitos humanos  e um problema de saúde pública, cujas consequências extrapolam os danos físicos e alcançam de  maneira profunda a esfera psicológica. Entre os impactos psíquicos mais recorrentes destaca-se o  Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), caracterizado por revivência do trauma,  hipervigilância, evasão e alterações emocionais, sintomas que comprometem a autonomia, a autoestima  e a qualidade de vida das vítimas. Esse quadro torna evidente a necessidade de compreender como a  experiência de violência influencia o desenvolvimento do TEPT, de modo a subsidiar políticas públicas  eficazes e práticas profissionais sensíveis à complexidade do problema. Objetivo: Analisar os efeitos  psicológicos da violência doméstica contra a mulher, com ênfase nas repercussões relacionadas ao  TEPT, a fim de destacar os desafios enfrentados pelas vítimas e as possibilidades de intervenção. Metodologia: Foi utilizado o método de revisão narrativa da literatura, a partir de publicações em língua  portuguesa dos últimos dez anos, selecionadas em bases como Google Acadêmico, Periódico CAPES e  LILACS. A pesquisa foi orientada pela palavra-chave “TEPT e violência doméstica”. Das 129  produções inicialmente identificadas, 30 foram selecionadas por atenderem aos critérios de relevância e  atualidade, compondo o corpus de análise. Resultados e discussão: Os resultados evidenciam uma  estreita relação entre a violência doméstica e o desenvolvimento do TEPT, além da associação com  outros transtornos, como depressão, ansiedade generalizada e ideação suicida. A permanência com o  agressor, intensificada em períodos de maior isolamento social, como durante a pandemia de COVID 19, mostra-se um fator agravante dos sintomas. Observa-se ainda que mulheres em contextos de  vulnerabilidade, especialmente pertencentes a minorias étnicas e sociais, apresentam maior  suscetibilidade e quadros clínicos mais severos. Nesse cenário, torna-se imprescindível a construção de  estratégias ampliadas de enfrentamento, que incluam não apenas o acolhimento psicológico e social das  vítimas, mas também ações efetivas de responsabilização, acompanhamento e reeducação dos  agressores. A violência compromete não apenas o corpo, mas a subjetividade, a identidade e o equilíbrio  emocional da mulher, demandando respostas interdisciplinares e integradas. Considerações finais: Conclui-se que o enfrentamento da violência doméstica exige políticas públicas consistentes, que  priorizem tanto a prevenção quanto o cuidado integral. É fundamental romper o ciclo da violência por  meio de intervenções que contemplem a escuta qualificada, o fortalecimento da rede de apoio, o acesso  a serviços de saúde mental e a transformação das dinâmicas sociais que perpetuam esse cenário. 

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Publicado

2026-02-25

Cómo citar

MARIANA HELOIZE SILVA BARBOSA; LETÍCIA FILGUEIRA CARDOZO DA NÓBREGA; JOSÉ PEREIRA DA SILVA. VIOLÊNCIA DOMÉSTICAS CONTRA A MULHER E IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO . Revista Brasileira Interdisciplinar em Saúde, Ambiente e Sociedade, Campina Grande, v. 8, n. 10, 2026. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/rebisas/article/view/7405. Acesso em: 11 mar. 2026.

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