O PAPEL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palabras clave:
Violência Obstétrica, Assistência Perinatal, Assistência de EnfermagemResumen
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica define-se como qualquer ato violento praticado contra as gestantes, parturientes e puérperas durante a assistência obstétrica, caracterizando-se como uma questão urgente que afeta inúmeras mulheres em todo o mundo, compreendida como um dos principais impulsionadores dos resultados desiguais na saúde materno infantil. As equipes de enfermagem desempenham um papel muito importante para promover um parto seguro para as parturientes, sendo fundamental e insubstituível a presença de enfermeiros obstétricos para promover um parto humanizado. OBJETIVOS: Analisar na literatura científica o papel equipe de enfermagem frente a violência obstétrica. METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, realizada com artigos publicados nas bases de dados Science Electronic Library Online (SciELO), Google Scholar, e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), no período de julho e agosto de 2025. Para tanto, utilizou-se os descritores: Violência Obstétrica, Assistência Perinatal e Assistência de Enfermagem. Como critérios de inclusão: artigos que retratam as principais formas de atuação das equipes de enfermagem no tocante ao enfrentamento e prevenção da violência obstétrica e a atenção perinatal, publicados nos últimos cinco anos, e de exclusão: artigos duplicados, teses, dissertações e artigos que fugiam do tema, textos incompletos e repetidos nas bases de dados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram encontrados 96 artigos, onde ao final da análise, 27 corresponderam aos critérios de avaliação selecionados. Diversos estudos retratam a figura do profissional de enfermagem como apoio e segurança para as mulheres durante o partejamento, sendo o apoio emocional e psicológico peças-chave para um melhor partejamento. O acolhimento digno ofertado pelos profissionais de enfermagem é imprescindível na prevenção da violência obstétrica. Porém, em contrapartida, uma das barreiras para o parto humanizado trata-se da falta de qualificação desses profissionais, incluindo crenças de que a escolha da posição de nascimento deve ser limitada, bem como o desrespeito às crenças, tradições e cultura da mãe. Muitas parturientes reconhecem a violência obstétrica, atrelando ao despreparo dos profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que é crucial promover a conscientização e sensibilização entre os profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica e seus diversos fatores causadores e influenciadores. As mudanças nas práticas assistenciais durante o ciclo gravídico-puerperal devem ser estimuladas desde a graduação, visando uma formação integral e humanizada.
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Derechos de autor 2026 José Henrique Gomes Mouzinho, Kelton Schwarzenegger Monteiro de Oliveira, Rhanna do Nascimento Bruce, Milton Junior Firmino dos Santos

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