BARREIRAS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
violência por parceiro íntimo, mulher, assistência de enfermagemResumo
Introdução: A violência perpetrada por parceiro íntimo configura-se como um relevante problema de saúde pública, responsável por desencadear múltiplas consequências para a vítima, incluindo danos físicos, psicológicos, morais, entre outros. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel fundamental na prevenção e no enfrentamento desse agravo, visto que sua assistência deve estar pautada em um cuidado integral, humanizado e qualificado às mulheres em situação de violência. Objetivo: Analisar as barreiras que os profissionais de Enfermagem enfrentam na assistência às mulheres vítimas de violência por parceiro íntimo. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da Literatura, realizada no período de julho e agosto de 2025, com artigos publicados nos bancos e bases de dados a saber: National Library of Medicine (PubMed) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) – Literatura Latino – Americana e do Caribe em Ciências das Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Base de dados de Enfermagem (BDENF). Como critérios de inclusão: artigos que retratam as dificuldades na abordagem de enfermagem acerca do cuidado de mulheres vítimas de violência por parceiro íntimo, publicados nos últimos dez anos, e de exclusão: artigos duplicados, teses, dissertações e artigos que fugiam do tema, textos incompletos e repetidos. Resultados e Discussão: Foram analisados 138 artigos, onde ao final da análise, apenas seis estudos respondiam aos critérios de avaliação selecionados. Os resultados da análise dos estudos apontam que os principais entraves da assistência de enfermagem a essas vítimas correspondem à falta de preparo e capacitação profissional, à fragilidade estrutural e organizacional dos serviços de saúde e às barreiras socioculturais que dificultam a ruptura do ciclo de violência. A carência de conhecimento e habilidades na assistência, em grande parte, origina-se de lacunas nos cursos de graduação, que não contemplam a temática ou a tratam de forma superficial. Destaca-se que compreender a complexidade da violência praticada por parceiro íntimo favorece o reconhecimento do dano, bem como, permite ampliar a visão da violência como objeto de saúde, propiciando a incorporação de atitudes, crenças e práticas que transcendem o cuidado puramente técnico. Conclusão: Dessa maneira, evidencia-se a necessidade de capacitar os profissionais de enfermagem, por meio da Política de Educação Permanente em Saúde, a fim de garantir uma assistência qualificada.
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