QUANDO O RAP FALA, A PERIFERIA PENSA: ARTE, POLÍTICA E IDENTIDADE NEGRA
Palabras clave:
rap, identidade, resistênciaResumen
O trabalho analisa o rap enquanto porta-voz dos sonhos e das dores das comunidades negras e periféricas há séculos marginalizadas na sociedade brasileira, que tem em sua história mais de 300 anos de um regime colonialista. Esta pesquisa se ancora em um conjunto heterogêneo de materiais, valorizando não apenas a produção científica, mas também as expressões culturais como formas legítimas de conhecimento e análise social. Os resultados identificaram como os discursos disseminados pelos rappers tensionam a lógica hegemônica, promovendo novas formas de expressão da subjetividade negra periférica. Ao denunciar as desigualdades e as violências estruturais que atingem essa população, o gênero musical se configura como um meio de resistir e exigir por melhores condições de vida, permitindo que pessoas pretas e pobres contem a sua história e se reinscrevam como sujeitos na sociedade que tenta invisibilizá-los. À medida que narra as múltiplas vivências que definem o que é ser negro e periférico no Brasil, o rap também atua como ferramenta de educação política, fortalecendo as identidades individual e coletiva e incentivando a luta social.
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Derechos de autor 2026 Camille Andrade de Farias, Jean Ismael da Silva Santos, Anúbes Pereira de Castro

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