QUANDO O RAP FALA, A PERIFERIA PENSA: ARTE, POLÍTICA E IDENTIDADE NEGRA

Autores/as

  • Camille Andrade de Farias
  • Jean Ismael da Silva Santos
  • Anúbes Pereira de Castro

Palabras clave:

rap, identidade, resistência

Resumen

O trabalho analisa o rap enquanto porta-voz dos sonhos e das dores das comunidades negras e  periféricas há séculos marginalizadas na sociedade brasileira, que tem em sua história mais de  300 anos de um regime colonialista. Esta pesquisa se ancora em um conjunto heterogêneo de  materiais, valorizando não apenas a produção científica, mas também as expressões culturais  como formas legítimas de conhecimento e análise social. Os resultados identificaram como os  discursos disseminados pelos rappers tensionam a lógica hegemônica, promovendo novas  formas de expressão da subjetividade negra periférica. Ao denunciar as desigualdades e as  violências estruturais que atingem essa população, o gênero musical se configura como um  meio de resistir e exigir por melhores condições de vida, permitindo que pessoas pretas e pobres  contem a sua história e se reinscrevam como sujeitos na sociedade que tenta invisibilizá-los. À  medida que narra as múltiplas vivências que definem o que é ser negro e periférico no Brasil, o  rap também atua como ferramenta de educação política, fortalecendo as identidades individual  e coletiva e incentivando a luta social. 

Archivos adicionales

Publicado

2026-02-25

Cómo citar

CAMILLE ANDRADE DE FARIAS; JEAN ISMAEL DA SILVA SANTOS; ANÚBES PEREIRA DE CASTRO. QUANDO O RAP FALA, A PERIFERIA PENSA: ARTE, POLÍTICA E IDENTIDADE NEGRA . Revista Brasileira Interdisciplinar em Saúde, Ambiente e Sociedade, Campina Grande, v. 8, n. 10, 2026. Disponível em: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/rebisas/article/view/7379. Acesso em: 11 mar. 2026.