CONSTRUÇÃO DE UMA COMISSÃO DE COMBATE AO ASSÉDIO NA UNIVERSIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
assédio, comissão, universidadeResumo
O assédio é uma conduta que, seja de natureza moral ou sexual, se caracteriza por gestos ou outros meios de constrangimento que violam a liberdade e dignidade da pessoa. Esta prática violenta ainda é presente nos ambientes institucionais, como a universidade e por isso se faz necessária a existência de ferramentas para enfrentamento e acolhimento. Relatar a experiência da construção da Comissão de Combate Assédio da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e descrever a utilidade de dispositivos como estes no enfrentamento do assédio dentro do ambiente universitário. Trata-se de um relato de experiência sobre como foi a estruturação da comissão, junto de sua atuação com a comunidade, inicialmente discente, da instituição. Tal comissão foi formada por estudantes de diversos cursos por iniciativa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFCG. O modo de organização da Comissão contava com formação dos integrantes a partir de estudo teórico, informação e sensibilização da comunidade acadêmica por meio de panfletos, cartazes, passagens em sala, debates e aula de autodefesa, além do acolhimento que funcionava através de reuniões presenciais e redes sociais do DCE. O papel da Comissão foi fundamental para que a universidade desse celeridade ao acompanhamento de casos, desde a denúncia na Ouvidoria à formação de uma comissão ampla, contando com representações de toda a universidade, para tratar tais situações tendo como foco possibilitar espaços que debatem o assédio como realidade ainda presente na instituição. Por fim, a principal atribuição da Comissão foi o acolhimento humanizado com as vítimas que buscavam apoio, possibilitando um suporte que foi essencial para que a instituição tratasse o tema com mais seriedade e atenção, mas também para que estudantes assediados pudessem se ver acolhidos diante de tal sofrimento. Assim, é notório a importância de estratégias de combate ao assédio e acolhimento da vítima no ambiente acadêmico, para dar visibilidade e resolutividade aos casos. Portanto, se faz necessário não só manter mas, ampliar essas iniciativas de informar, incentivar e desburocratizar os canais de denúncia, junto de maior divulgação dos dispositivos de apoio oferecidos pela universidade, como acompanhamento psicológico, grupos de acolhimento e coletivos feministas. Além disso, é imprescindível trazer este tema para a pesquisa, para o ensino e a extensão, como uma forma de mobilizar mais pessoas, trazer um olhar crítico para a temática e transformar a realidade.
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